quarta-feira, 27 de abril de 2011

A vitória da esperança

Com a vitória do dragão começou a primeira era do medo. Os deuses malignos estavam autorizados a agir de forma incisiva no mundo e os benignos obrigados a só observar. Foi um milênio de terror e agonia para as raças desses deuses. A maioria foi escravizada, uns tantos se adaptaram e alguns poucos se mantiveram fieis a seus princípios. O caos e a violência imperavam na maior parte do mundo.

Os benignos como única opção passaram a orientar seus seguidores e fizeram deles povos migratórios, sempre fugindo e tentando evitar o pior. As diversas raças se uniram para cada qual lidar melhor com os diversos ambientes para onde tinham que ir. Com isso os humanos, por sua própria característica adaptativa, foram a raça que acabou preponderando em número sobre as outras. E os benignos se tornaram muito bons na troca e no uso de informações para preservar seus fieis.

E finalmente chegou novamente o tempo do duelo. O dragão anterior chegou a vivo ao fim do milênio, mas por se achar invencível caiu diante da chegada no novo dragão, mais novo e mais forte. Os novos campeões benignos por sua natureza amaldiçoada logo foram descobertos e isolados. Contudo os benignos sabiam que simplesmente se unindo seus campeões não teriam chance. Eles, através de seus clérigos,  esclareceram a importância do sucesso dos heróis e assim formaram a ordem dos mártires. Um grupo de bravos que serviam de intermediários entre os deuses, os povos e os escolhidos.

Um a um fatidicamente os mártires iam morrendo, mas levando os heróis a evitar o confronto com o dragão e a derrotar diversas outras lideranças malignas pelo mundo. Assim os heróis se fortaleceram e criaram um sentimento nos povos benignos. a esperança.

Um plano ousado então foi elaborado pelos deuses. Um grupo de talentosos mártires se disfarçou como os heróis e se deixaram ser encurralados. Lutaram bravamente, pois o dragão não podia suspeitar do engôdo, e foram todos mortos. Quando comemorava e esperava a aclamação divina de sua vitória os verdadeiros heróis apareceram e o atacaram de surpresa. Pego de guarda baixa e com a maior parte de seus recursos gastos no combate falso o dragão caiu.

A partir de então esse ano foi conhecido como o ano da esperança e ele ficou sendo o marco zero para uma nova era de paz e prosperidade para as raças benignas.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O erro que deu certo (comentário sobre a seção de 19/04)

Pois é, eu ia colocar vcs pra verem o esconderijo do dragão pelo "palantir", mas de fato o dragão não poderia ataca-los e eu estava esquecendo. Então foi até melhor ter sido um dos generais. Fiz meio por dó do loboh mas deu certo.

O campeão maligno, o dragão

Depois de perder os quatro primeiros duelos os deuses malignos perderam muito da devoção que recebiam. Por um lado algumas de suas raças adotaram posturas neutras para poder negociar com as raças benignas e por outro lado as raças que permaneciam malignas tiveram seus números diminuídos drasticamente por serem caçadas e mantidas a parte da economia.

Vendo que logo seriam suplantados de forma quase completa pelos outros deuses os malignos resolveram buscar na magia uma forma de virar o jogo a seu favor. Se aproveitando então da inveja no coração dos magos em relação aos feiticeiros e com promessas de poder, os malignos os seduziram e fizeram que eles desenvolvessem uma criatura que seria ao mesmo tempo poderosa e talentosa com magia.

Depois de muito estudo chegaram ao que seria uma versão mais fraca dos rituais de Solo Karueu. Por um lado tinham energia divina dos malignos e elemental do fogo a disposição, mas não energia mágica. Mas esse problema foi quase instantaneamente solucionado com uma idéia perversa que surgiu em todos os magos ao mesmo tempo, usar feiticeiros como ingrediente.

Uma caçada rápida e silenciosa foi feita no mundo todo e quase todos os feiticeiros foram capturados ou mortos. Os malignos então prepararam um grande caldeirão para o ritual, esse "caldeirão" ficou conhecido como o vulcão do sacrifício. O ritual foi executado em seu interior, dezenas de feiticeiros foram sacrificados e assim surgiu o ovo primordial. E desse ovo nasceu o primeiro dragão.

Depois de cerca de 400 anos quando chegou o primeiro duelo do dragão ele derrotou de forma avassaladora os campeões dos benignos. E assim depois de cinco mil anos de domínio do bem, o mal triunfou. A partir dai o poder e a influencia dos deuses malignos cresceu rapidamente até o próximo duelo.

sábado, 16 de abril de 2011

As influencias indireta dos deuses

Os deuses cada qual com o passar dos tempos se alinharam com os elementais de suas moradas e assim o celestes passaram a distribuir chuvas para beneficiar seus fieis com agua pura e fertilidade. Os solares por sua vez levavam luz para o mundo e enfraqueciam as criaturas malignas, principalmente os mortos-vivos.
Por outro lado os das profundezas geraram vulcões e terremotos para causar destruição e medo e por fim os lunares agitavam os mares e os temperamentos de todos sobre a superficie.

Os feiticeiros

Ao se tornar um deus Solo Karueu fez algo único até então, ele fundiu seu próprio ser com a magia que manipulava. Muito mais que um conhecimento ela se tornou parte dele e ele passou a ser capaz de manipulá-la como um instinto de seu próprio sangue.
Paralelamente a criação de seu próprio artefato Solo começou a fazer testes com o seu sangue e viu que aqueles que o recebiam passavam a ter uma enorme afinidade com a magia mesmo sem entende-la. Então ele criou homúnculos de seu sangue e os lançou pelo mundo. Uma experiência simples, descobrir se e como as mais diversas raças desenvolveriam esse talento inato para magia.
Solo foi destruído, mas mesmo na atualidade seu projeto continua no mundo gerando feiticeiros. Todos descendentes da fusão de um homúnculo com alguma raça.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Os mortos vivos

Com a explosão do artefato todos em pandora e o próprio Solo Karueu foram pulverizados e uma essência de morte e imortalidade foi difundida por todo o mundo. Essa essência causou o que ficou conhecido como a grande praga. Basicamente essa essência, chamada de essência negativa, ressoava em cada ser que temia a morte e então ele ficava doente até se tornar um morto-vivo. Em cascata qualquer um ao temer se tornar um morto-vivo também era infectado. Um terrível ciclo vicioso se formou e com isso milhares morreram e se levantaram pelo mundo. As raças do mundo parecia condenadas.

Vendo que suas raças, e consequentemente sua fonte de devoção iam acabando rapidamente todos os deuses resolveram se unir. Tentaram eliminar a essência negativa, mas logo descobriram que ela era mais forte que eles próprios. Tentaram acabar com o medo da morte para assim evitar que a praga continuasse, porem isso acabava com a vontade dos seres que se tornavam vegetais, e não podiam rezar. E finalmente conseguiram uma solução, proteger a vontade das raças. Porem a única forma de fazer isso era partilhando sua própria essência com sua raça. Foi feito então um gigantesco ritual onde todos os deuses sacrificaram cerca de metade de seus poderes para que cada criatura inteligente tivesse um pouco deles em si.

A tática funcionou bem. Com a fagulha divina cada criatura que se mantivesse alinhada com um deus estava protegida da praga. Posteriormente os deuses bons conseguiram usar dessa fagulha pra expulsar a essência negativa e o deuses maus para controla-lá.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O grande fracasso de Solo Karueu

Solo criou então golens para fazer todo o trabalho braçal para ele. Com isso pandora cresceu rápida e vertiginosamente. Logo sua cidade resplandecia e brilhava a luzes mágicas. Todos desejavam viver em cidade tão impressionante, mas somente os mais ricos, influentes ou talentosos conseguiam esse direito. Por certa de 2 mil anos ela era a referência em magia e tecnologia para todo o mundo.

Como Solo não se importava com o resto do mundo, os duelos e quem o governava eram ignorados. Alguns vezes pandora chegou a ser atacada, mas serviu apenas para mostrar o poder absoluto de suas defesas. Por isso ele se manteve neutro em todas as guerras e disputas servindo somente como um mercador de conhecimento e itens.

Tanto poder chamou a atenção de um deus maligno que, assim como os mortais, resolveu encomendar uma arma para si. Solo ficou empolgadíssimo com a tarefa e misturando sua magia com o poder do próprio deus criaram o primeiro artefato, um item de poder absurdo.

Nesse momento o que eram diversos mais pequenos pontos negros na infinitude branca se tornaram uma grande mancha negra no céu. Os mortais ficaram aterrorizados, mas os deuses só queriam saber de conseguir seu próprio artefato. Solo por consequência trabalhou muito e forjou artefatos para diversos deuses, mas claro não sem antes cobrar o preço de ficar com um pouco do poder divino de cada deus para quem ele trabalhou.

Logo ele próprio se tornou um deus ao adaptar o ritual que o tornou imortal para imbuir nele poder divino recebido como pagamento. Em seguida ele resolveu criar um artefato para si próprio, um maior e mais poderoso que todos os outros já feitos, um que faria que ele tivesse o controle sobre a morte. Uniu então seu poder divino, seu conhecimento de imortalidade e fez o ritual de criação do artefato. Contudo algo deu muito errado. Assim que o artefato foi terminado ele explodiu e lançou o principio da imortalidade misturado com a morte por todo o mundo. Todos em Pandora morreram e uma praga que matava as pessoas e as ressuscitava como mortos-vivos se espalhou pelo mundo.

Por outro lado a infinitude branca praticamente apagou. Esse ultimo ritual roubou quase tudo o que sobrava dela. Restaram somente pouco pontos brilhantes no céu os quais podiam ser vistos somente a noite. E assim de um momento para o outro o mundo ficou escuro por metade do dia e se tornou um lugar perigoso para todos os seres vivos.